Meu peso...
- Chicó
- 24 de ago. de 2024
- 1 min de leitura
Aqui estou eu,
Diante do horizonte cinza,
Onde o sol hesita em brilhar,
E as nuvens pesadas ocultam
O que resta de esperança no ar.
Pensamentos, como ventos turbulentos,
Sopram sem direção,
Levando-me a um mar de incertezas
Onde navego, sozinho,
Nas águas revoltas da emoção.
Vejo o reflexo da minha tristeza
Nos olhos dos meus filhos,
E o medo de que eles sintam
Essa sombra que me envolve,
Este peso que carrego em silêncio.
Angústia me aperta o peito,
No temor de perder
Aquela que ilumina meus dias,
Que preenche minha vida
Com a força suave do amor.
Ó medo, vil companheiro,
Que me assombra com dúvidas,
Afasta de mim este fardo
Que não quero mais sustentar,
Pois só desejo o riso dos meus filhos
E a ternura do olhar de minha amada
A me guiar no escuro
Deste horizonte sem fim.
Ainda que o céu permaneça cinza,
E a tormenta pareça eterna,
Espero, como um farol solitário,
Que um raio de luz enfim rompa,
E o amor, como um sol nascente,
Desperte em mim a coragem
Para enfrentar o desconhecido
E reencontrar a alegria
Que se esconde além das nuvens.
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