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Labor Amor

  • Chicó
  • 5 de ago. de 2024
  • 1 min de leitura

Entre papéis e olhares perdidos, 

lá está ela, minha amada, tão bela, 

com a alma imersa em tarefas do dia, 

tentando, quem sabe, esquecer a dor que nos sela. 

Seu rosto é sereno, mas os olhos não mentem, 

há uma luta interna que ela esconde tão bem, 

e eu, daqui, a observo em silêncio, 

querendo abraçá-la, acalmar o seu coração. 

Cada movimento, cada gesto contido, 

é uma dança que esconde a tristeza em seu peito, 

e eu, tão perto, mas tão distante, 

sinto o peso do amor, que nos deixou desfeitos. 

O tempo passa lento, e eu sufoco o desejo 

de dizer que estou aqui, que a dor é nossa, não só dela, 

mas ela trabalha, se esforça, e eu a vejo, 

tão forte e tão frágil, minha doce amada. 

Queria romper essa barreira invisível, 

e, num abraço, fazer o tempo parar, 

mas ela continua, focada e firme, 

e eu sigo amando, sem poder consolar. 

 
 
 

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